Trabajo en red: sí es posible aprender y desarrollar esta habilidad.

A robótica está entrando em uma nova era. Mais e mais máquinas estão sendo projetadas para ajudar pessoas com necessidades especiais e aumentar sua autonomia, este é o caso da robótica social, diz o diretor de engenharia da Universidade Tufts em Somerville, Estados Unidos, Daniel Hannon, que esteve recentemente no Panamá para a Olimpíada de Robótica Cable Onda 2018.

Para Hannon, um dos valores da robótica social é que um robô destes pode interagir e se comunicar com as pessoas (de uma maneira simples e agradável) seguindo comportamentos, padrões e normas de acordo com a necessidade da pessoa. “Ou seja, se for um robô feito para uma pessoa idosa com perda de memória (Alzheimer), isso o ajudará a lembrar o que ele esqueceu, acima de tudo, que tipo de remédio tomar e quando fazê-lo. Esses robôs são feitos para serem amigáveis ​​com a pessoa, porque são dotados de paciência e não são frustrados “, enfatiza Hannon.

O cientista assegura que o impacto que essas ferramentas tiveram foi positivo e as pessoas aceitaram que elas são de grande benefício nas sociedades. “É muito claro que na era em que vivemos, o grau de adaptação à mudança se acelerou e devemos ser capazes de assimilar, gerenciar e aceitar que inovações desse tipo aumentem a cada dia”, enfatiza Hannon.

Além de ter uma aparência humanóide, é necessário um robô, ‘que tem habilidades que se enquadram no domínio da chamada inteligência artificial’, diz Oussama Khatib, diretor do programa de robótica da Universidade de Stanford e presidente da Fundação Internacional. de Investigações em Robótica (IFRR, por sua sigla em inglês).O problema é que tentamos aplicar tecnologia sem uma transição suficiente para lidar com seu impacto social. Você tem que se certificar de que a tecnologia é colocada em prática de uma forma que não prejudique as pessoas “, diz ele

Além disso, ele aponta que importantes empresas de tecnologia como Sony, Honda ou NEC lideram a inovação no campo da robótica pessoal. “Nos Estados Unidos, os Institutos Nacionais de Saúde estão financiando o desenvolvimento de robôs projetados para atender às necessidades das pessoas com deficiência”, acrescenta Khatib.

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO

De acordo com Hannon, o principal problema para um robô desse tipo é adaptá-lo ao ambiente, porque muitas vezes eles não distinguem espaços e tempo. É por isso que você precisa atualizá-los de vez em quando para continuar controlando-os. “O bom é que, com a alta tecnologia desses elementos, existe a facilidade de mudar e se adaptar”, diz o cientista.

Outro benefício do robô é que ele estuda a pessoa. “Ele tem uma câmera e um microfone e dessa forma ele pode analisar e monitorar a situação da criança ou do idoso e criar um relacionamento para que essa comunicação possa ser estabelecida e assim poder ajudar”, diz Hannon, que também explica que a tecnologia está mudando e se mexendo lentamente, mas positivamente na vida da pessoa, graças à inteligência artificial.

EFEITO SOBRE A VIDA DAS PESSOAS

Uma das aplicações fundamentais dos robôs sociais é a assistência a crianças, idosos e pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. “O que estamos procurando é que as pessoas tenham o apoio da tecnologia. Usando a inteligência artificial como um complemento ao componente humano, não como um substituto, mas aproveitando as suas enormes vantagens “, diz Hannon, que destaca a capacidade de calcular dados em massa e seu processamento. “A coisa fundamental sobre conectar pessoas com o robô é que eles o reconhecem imediatamente e a conexão entre eles é direta”, diz ele.

Um exemplo claro é o Pharos, um robô social recente criado por um grupo de pesquisadores de Portugal e Espanha, cujo objetivo é facilitar o envelhecimento ativo e combater a solidão nos idosos. “O robô é capaz de organizar exercícios personalizados para cada usuário, faz companhia e alerta sobre possíveis problemas de saúde”, segundo Ângelo Costa, um de seus criadores.

Desta forma, especialistas em robótica social concordam que, num futuro próximo, todos nós teremos um desses parceiros em casa.

Fonte: http://laestrella.com.pa/vida-cultura/tecnologia/robotica-social-impacto-inteligencia-artificial/24091193

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